Resenha: Livro e Série #GIRLBOSS - Sophia Amoruso



Título original: #GIRLBOSS
Autora: Sophia Amoruso
Editora: Seoman
Número de páginas: 248
Ano: 2015
Gênero: Administração
Nota: 

Sophia Amoruso passou a adolescência viajando de carona, furtando em lojas e revirando caçambas de lixo. Aos 22 anos ela havia se conformado em ter um emprego, mas ainda estava sem grana, sem rumo e fazendo um trabalho medíocre que assumiu por causa do seguro-saúde. Foi aí que Sophia decidiu começar a vender roupas de brechó no eBay. Oito anos depois, ela é a fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares, com mais de 350 funcionários. Além da história de Sophia, o livro cobre vários outros assuntos e prova que ser bem-sucedido não tem nada a ver com a sua popularidade, o sucesso tem mais a ver com confiar nos seus instintos e seguir a sua intuição. Uma história inspiradora para qualquer pessoa em busca do seu próprio caminho para o sucesso. 

Provavelmente, você já ouviu falar do livro ou da série #GirlBoss e já tenha percebido o movimento que se tornou. A série Girl Boss, produzida pela Netflix e lançada em 2017, foi inspirada no livro com o mesmo nome, escrito pela Sophia Amoruso, que na série foi interpretada por Britt Robertson. Mas apesar da série ser baseada no livro, eles passam uma ótica um pouco diferente, uma vez que a série mostra a vida de uma garota arrogante e mal educada, que está disposta a roubar para ter o que quer, já o livro passa um viés de auto-ajuda (embora a autora diga que não classifica o livro como auto-ajuda), mostrando a trajetória de vida de Sophia Amoruso. Apesar da impressão que muitas pessoas ficaram depois da série, é possível aprender diversas lições ótimas com o livro da nossa Girl Boss. Como a própria Sophia declarou logo no começo do livro, é importante lembrar que a história dela não se trata de um manual para te ensinar como entrar na indústria da moda rapidamente ou "como ficar rica rapidamente". Sophia explica o que é ser uma Girl Boss com as seguintes palavras:
Uma #GIRLBOSS é responsável pela própria vida. Ela consegue o que quer porque trabalha para isso. - Sophia Amoruso.

Tanto o livro quanto a série mostram que as coisas não caíram do céu para Sophia. Segundo a história, Sophia era filha de pais separados, imatura, pseudo-anarquista e alimentava sua rebeldia vivendo intensamente. Ela descobriu seu caminho no ramo das roupas vintage enquanto vivia uma vida muito difícil e sua vida mudou completamente, construindo seu império a partir dos 22 anos de idade. Confesso que achei um pouco estranho o fato dela ter saído de casa tão jovem e viver sozinha em uma condição tão difícil a ponto de até pegar comida do lixo para comer e furtar coisas em loja, sendo que ela poderia estar vivendo com um de seus pais, mas optou por ter esta vida e acabou obtendo sucesso ainda muito jovem.

Conselho: Se você pensa que vai poder sair da casa dos seus pais e morar de aluguel, comer comida que foi jogada no lixo e ainda assim dar uma grande virada em sua vida, construindo seu império com seus vinte e poucos anos, querida, não caia nessa! Muito provavelmente Sophia não era são independente assim e recebia ajuda de alguém (provavelmente de seus pais, já que saiu de casa muito nova), mas se a história realmente foi assim como ela conta, então foi uma questão de sorte que, sinceramente, acho muitíssimo difícil de se repetir com uma garota que venha de família com baixa renda e que esteja desempregada.


Não se pressione e não compare a sua experiência de vida com a de Sophia Amoruso. Entenda que, mesmo que ela tenha vivido muitas dificuldades, foi nos Estados Unidos da América e não no Brasil, ok? As oportunidades variam de acordo com a cultura e com a demanda do mercado de cada lugar. Então, se você tem 22 anos ou mais e fica se culpando por não ter um império estruturado como a Naty Gal, é melhor você entender antes que as oportunidades foram diferentes para você e não é culpa sua. Combinado? Podemos prosseguir?

A primeira venda que Sophia fez na internet foi um livro roubado, mas é óbvio que a autora não recomenda a prática do roubo e ainda relata que chegou a ser enquadrada pela polícia, o que a fez pensar no rumo que sua vida estava tomando. Um histórico de vida um tanto quanto intenso, vários "meios-trabalhos" como experiência, uma hérnia e a aceitação de que ela precisava de um trabalho com seguro-saúde, foram os principais fatos que levaram Sophia a ser a Girl Boss que inspirou uma legião de leitores e fãs da loja Nasty Gal, a qual ela fundou em 2006, no tempo livre do trabalho, onde ficava checando roupas vintages. O primeiro projeto da loja foi no site eBay e as vendas funcionavam com garimpos de Sophia em brechós. O motivo por tudo ter dado mais certo do que errado foi a dedicação e a persistência de Sophia. Ao contrário das outras lojas da época também hospedadas no eBay, Sophia procurava diferenciais: nas fotos, nas peças, nas produções das modelos, nas divulgações, na descrição das peças e até mesmo no modo como elas eram empacotadas. Ela mesma relata que na agitação do início da loja, passava horas e horas em frente ao computador, editando e postando novos itens. Se não fosse fazendo isso, provavelmente ela estaria buscando novas peças em brechós. Em uma dessas garimpadas, Sophia chegou a comprar uma jaqueta original da Chanel por oito dólares e conseguiu vendê-la em um lance no eBay por 1.500 dólares.

#GIRLBOSS: A série ou o livro?

Claramente não se trata de uma verdade absoluta e muita gente pode discordar de mim (se você discordar, deixe seu comentário, pois vou adorar saber sua opinião também). É óbvio que a série é uma adaptação e que muita coisa acaba tomando um outro tom para ter um certo alívio cômico ou para dar um efeito mais dramático. A série serve mais para entretenimento, mas se você quiser tirar mais lições da história, embora a autora já tenha dito não se tratar de autoajuda, com certeza o livro será muito mais útil para você. Sophia era alguém difícil de lidar, mas tudo indica que a série força isso mais do que o necessário para parecer "cool". Acredito que ver a personagem sendo tão mal educada por diversas vezes na série, foi o que provocou a antipatia da parcela de pessoas que não gostou de #GirlBoss. Porém, se você é uma das pessoas que assistiu a série e não gostou, talvez seja legal dar uma segunda chance para a história lendo o livro.


5 Lições que aprendi com o livro #GIRLBOSS

Eu poderia listar mais lições que aprendi com o livro, mas optei por destacar 5 fortes lições mais focadas no empreendedorismo, já que o livro ensina bastante sobre negócios. 

  1. Será que empreender é a sua praia? Antes de se jogar no empreendedorismo, é bom se questionar sobre qual tipo de empreendedor você é, já que, segundo Sophia, existem dois tipos de empreendedores: o que estudou para abrir um negócio e o que só tinha a opção de empreender como uma saída para a vida. Logo, obviamente, empreender é algo muito mais fácil para um e a única saída para o outro, sendo esta segunda uma missão bem mais árdua e complicada.
  2. Invista em conhecimento. O negócio de Sophia só deu certo porque ela leu livros sobre como ter um e-commerce no eBay. Ou seja, ela estudou bem a plataforma antes de se lançar de cabeça e esperar fazer do eBay sua principal fonte de renda.
  3. Não se demita ainda. O livro alerta sobre a escolha perigosa de largar um emprego seguro para tocar o negócio recém nascido, sem ter nenhuma garantia de que o empreendimento que você fez dará certo e sem ter como se manter com o dinheiro que restará após a demissão. Ser seu próprio patrão exige muita disciplina e autocontrole.
  4. Não seja refém da plataforma e esteja presente. Apesar de já ter fidelizado muitas clientes e ter crescido devido ao diferencial que oferecia, a loja Nasty Gal também enfrentou momentos difíceis ao ter sido derrubada no eBay. Foi assim que Sophia resolveu ficar mais esperta e deixar de ser uma refém de uma plataforma. A partir daí, abriu um site para chamar de seu. Mesmo com a proporção de crescimento que a Nasty gal teve, todos os seus clientes eram respondidos nas redes sociais e isso fazia com que a loja ganhasse mais um ponto em comparação com outras lojas.
  5. Crie um conteúdo próprio, autêntico e com qualidade. Uma característica de Sophia era valorizar o produto fazendo a melhor produção que pudesse para que as roupas usadas que vendia pudessem se destacar entre as demais peças de lojas concorrentes. Não só caprichava na apresentação visual dos produtos como também caprichava na embalagem em que enviava as encomendas de suas clientes.

Uma das coisas que mais admirei em #GIRLBOSS foi a garra de Sophia para concluir algo que começou. Esta atitude funcionou para mim como uma lição muito motivadora e encorajadora. E você? Acrescentaria ou tiraria alguma coisa desta resenha? Me conte nos comentários!

A vida é curta. Não seja preguiçosa. - Sophia Amoruso.
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3 comentários:

  1. Eu o livro e assisti a série e para mim é tudo muito estranho.
    Como você disse ela deve ter recebido ajuda sim! Caso contrário ela teve uma sorte vinda de outro Planeta. Quando li o livro a única coisa que me pegou foi isso sabe.
    Quando a série, gosto dela.. hahahahaha, ela foi livremente baseada no livro, mas a Sophia da série é bem imatura e sem noção.

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  2. Olá! Eu vi muito sobre esse livro quando foi lançado e depois vi muitos comentários sobre a série, e também quando ela foi cancelada. Confesso que nunca cheguei de fato a me interessar sobre o livro e sua história, mas conhecendo um pouquinho sobre na sua resenha, acredito que talvez seja mais sobre o que não fazer ela foi bem doida.. Mas agradeço a resenha!

    Bjoxx ~ Aline ~ www.stalker-literaria.com ♥

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  3. Oi, tudo bem? Já li muitos comentários positivos sobre esse livro. Ainda mais depois da série. Pena ela não ter seguido fielmente o livro. Tenho muita curiosidade em ler. Um abraço, Érika =^.^=

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